SP mapeou 3 mil pontos estratégicos de dengue

A Prefeitura de São Paulo mapeou 3 mil pontos que podem acumular focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, na cidade. São ferros-velhos, borracharias, obras abandonadas e imóveis espalhados por toda capital com potencial para juntar água parada - o criador das larvas do inseto. Segundo o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha, a estratégia da Prefeitura para combater esses focos é fazer o "fumacê" a cada duas semanas. 

Nesta segunda-feira, 18, soldados do Exército brasileiro iniciaram o trabalhos de prevenção ao Aedes em São Paulo. Cem soldados vão ajudar agentes de saúde a entrarem na casa das pessoas para detectar focos da doença e prevenir a atuação do mosquito. O número de militares é o dobro do efetivo empenhado em 2015.

Os soldados devem atuar em regiões de maior incidência de dengue: a primeira operação é feita na manhã desta segunda-feira, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Penteado, na zona norte. As regiões de Pirituba e Freguesia do Ó são as que atualmente concentram o maior número de casos.

Segundo Padilha, a Prefeitura também está preparada para recorrer à Justiça e contratar chaveiros para destrancar imóveis abandonados ou onde os agentes de saúde não recebem autorização do morador para entrar. 

Para evitar que a epidemia de 2015 se repita neste ano, pacientes com suspeita de dengue também podem realizar testes rápidos, cujo resultado sai em 20 minutos em unidades de saúde como UBSs e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs). Com isso, a Prefeitura espera poder mapear os casos com mais rapidez e aprimorar o combate ao mosquito. As informações são da Agência Estado.

Planos de Saúde terão novas regras

Foi divulgada  pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) as novas regras de atendimento prestado por operadoras de planos de saúde nas solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As medidas entram em vigor no dia 15 de maio, e foram definidas pela Resolução Normativa 395. A multa em casos de descumprimento da norma varia de R$ 30 mil a R$ 100 mil.

Dentre as principais mudanças está a obrigatoriedade das operadoras em implantar unidade de atendimento presencial, em horário comercial durante os dias úteis nas capitais ou regiões de maior atuação dos planos. Ficam isentas as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as de autogestão.

As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico durante 24 horas, sete dias por semana, enquanto as de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e as filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial nos dias úteis.

Além disso, as operadoras, quando demandadas, devem prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da ANS ou no contrato.

Procedimentos e serviços - A resolução exige ainda que, sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço, independentemente do canal pelo qual seja feita, deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique tratar-se de demanda que envolva cobertura assistencial. Nos casos em que não for possível fornecer resposta imediata à solicitação, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários. Se a resposta apresentada negar a realização de procedimentos ou serviços, devem ser informados detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique.

As operadoras deverão responder em até 10 dias úteis as solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva. Já para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata. O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer a reanálise da solicitação, que será avaliada pela Ouvidoria da empresa.

Pinda no combate do mosquito Aedes aegypti

A Prefeitura de Pindamonhangaba conta com o apoio de toda a população para evitar a dengue. Em 2015 foram registrados 936 casos autóctones – contraídos no próprio município, e 13 importados, sendo descartados 3.688 casos. Mesmo no início de 2016, a Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Pindamonhangaba já registrou um caso positivo de dengue.

Os moradores podem contribuir com as ações de prevenção da Administração Municipal realizando a eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, que também transmitem a febre chikungunya e o zika vírus.

A secretária de Saúde e Assistência Social da Prefeitura de Pindamonhangaba alerta que como este ano o clima está atípico, com muita chuva e sol, favorecendo a proliferação do mosquito, pode acontecer uma epidemia a qualquer hora. Portanto, são necessárias a conscientização e a cooperação das pessoas, ajudando a eliminar os criadouros.

Para evitar os possíveis problemas que o Aedes aegypti pode causar, a Prefeitura de Pindamonhangaba realiza reuniões com profissionais de diversas áreas. Em janeiro, o encontro ocorreu no dia 8, na Secretaria de Saúde e Assistência Social.

Estado vai entregar remédios para São José

Após um impasse, com direito à medicamentos ficarem em uma calçada em frente ao NAF (Núcleo de Apoio Farmacêutico), a Prefeitura de São José dos Campos e o Governo do Estado de São Paulo firmaram uma parceria nesta quarta-feira (13), para o armazenamento e distribuição de medicamentos de alto custo.

Desde o início de dezembro passado, a Secretaria de Saúde de São José informou que não faria mais o repasse de medicamentos que recebe do Estado para pacientes. Segundo a pasta, o governo estadual atrasou o fornecimento de alguns remédios, o que gerou conflitos entre pacientes, prefeitura e servidores municipais.

Na última sexta-feira (8), por exemplo, o próprio secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, juntamente com uma equipe da pasta, levaram os medicamentos restantes do Estado, ao NAF, órgão ligado ao governo estadual, que fica no Parque da Cidade. Na ocasião, funcionários do Estado informaram que não poderiam receber os remédios, que acabaram ficando por cerca de 25 minutos em uma calçada.

Com a ação, um reunião foi agendada para esta quarta-feira (13), quando um acordo foi selado entre os governos municipal e estadual. A Prefeitura ofereceu um prédio que fica na região central de São José, para que o Estado faça a distribuição dos remédios sob responsabilidade do governo estadual.

Segundo a prefeitura, o projeto de lei que autoriza a cessão do prédio ao governo estadual será encaminhado à Câmara. O objetivo é que seja apreciado já na primeira sessão do ano, marcada para o dia 4 de fevereiro.

De acordo com a secretaria, a previsão é de que no fim de março o Governo do Estado esteja realizando a distribuição dos medicamentos no novo local. 

CFM publica regras para cirurgia bariátrica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no Diário Oficial da União (DOU) resolução com mudanças nas regras para tratamento da obesidade mórbida por meio da cirurgia bariátrica. O novo texto indica o procedimento para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 35kg/m?, e não mais acima de 40kg/m?, e para pacientes com IMC maior que 35kg/m? que também sejam portadores de comorbidades, doenças agravadas pelo sobrepeso e que melhoram quando a obesidade é tratada de forma eficaz.

A nova resolução do CFM aponta 21 doenças associadas à obesidade que podem levar a uma indicação da cirurgia, dentre elas depressão, disfunção erétil, hérnias discais, asma grave não controlada, diabetes, hipertensão, ovários policísticos.

As regras alteram o anexo da Resolução CFM 1.942/2010, que trazia como indicações para a cirurgia IMC acima de 40kg/m? ou IMC acima de 35kg/m?, desde que portadores de comorbidades "tais como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, osteo-artrites e outras". A resolução publicada hoje amplia o rol dessas doenças.

O texto também faz mudanças relacionadas à idade mínima para a cirurgia. De modo geral, o procedimento é voltado para maiores de 18 anos. Antes, jovens entre 16 e 18 poderiam fazer a cirurgia, caso o risco-benefício fosse bem analisado. Agora, de acordo com o CFM, além dessa análise e outras regras anteriores, devem ser observadas novas exigências, como a presença de um pediatra na equipe multiprofissional e a consolidação das cartilagens das epífises de crescimento dos punhos.

Para menores de 16 anos, a bariátrica só será permitida em caráter experimental e dentro dos protocolos do sistema Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/Conep). Pacientes com mais de 65 anos poderão fazer a cirurgia desde que respeitadas as condições gerais descritas na resolução e após avaliação do risco-benefício. As informações são da Agência Estado.

Zika vírus pode ter chegado ao Brasil na Copa

Transmitido também pelo Aedes aegypti, pode-se dizer que o Zika é um vírus “primo” da dengue, mas com consequências menores. Febre, dores no corpo e náuseas são alguns dos sintomas apresentados por esse vírus e os médicos têm dificuldade em diferenciá-lo da dengue ou do chikungunya. Hoje, porém, sabe-se que o zika vírus pode ter uma consequência grave em gestantes, por causar microcefalia no bebê.

segundo especialistas, uma das hipóteses é que a zika tenha chegado ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

A zika se manifesta com uma febre mais baixa do que a dengue, mas em muitos casos, além da dor no corpo comum, causa conjuntivite e irritação na pele. No entanto, ela não causa queda de plaquetas como na dengue, portanto não há risco de hemorragias.

Em tese, o paciente que contrair a zika poderia ser tratado com medicamentos comuns que são proibidos nos casos de dengue, como o caso do ácido acetilsalicílico (AAS). Os médicos, no entanto, não permitem, já que o exame que detecta qual tipo de vírus contaminou o doente só fica pronto em 12 dias, e até esse resultado sair não é possível saber se é dengue, chikungunya ou zika. Se o enfermo usar o AAS e não for zika, e sim dengue, o risco de complicações é muito alto, já que o remédio pode causar sangramentos. Logo, o AAS continua proibido em todos os casos. Os laboratórios comuns, no entanto, não têm infraestrutura para detectar a zika.

A zika foi relatada pela primeira vez na África, na floresta Zika, em Uganda - daí o nome. Os macacos rhesus estavam infectados. As informações são do Último Segundo.

 

 

Chikungunya avança 34% e já são 17.131 infecções

A previsão de que o País enfrentaria neste ano uma tríplice epidemia está aos poucos se confirmando. Além de um aumento expressivo (e antecipado) de casos de dengue, o Brasil registra uma expansão importante das notificações de chikungunya. No último boletim nacional, foram 17.131 infecções, 34% a mais do que o apontado até a última semana de setembro. A doença também se espalhou. No período de dez semanas, o número de cidades afetadas subiu de 37 para 62.

Somente em Pernambuco, já foram identificados 2 mil casos. O Estado é um exemplo da rapidez na expansão do vírus. Na última semana de setembro, apenas três cidades pernambucanas conviviam com casos de chikungunya, doença transmitida pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti. Em dezembro, esse número já havia saltado para 14. 

Em 2014, quando chegou ao País, a chikungunya foi identificada em 3.657 pessoas, residentes em oito cidades. Agora, os casos estão espalhados por Amazonas, Amapá, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Calendário de vacinação no SUS terá mudanças neste ano

O Calendário Nacional de Vacinação, adotado na rede pública de saúde, terá mudanças este ano. As alterações abrangem seis vacinas já ofertadas no SUS, mas que passam a ter novas recomendações de intervalo entre a aplicação das doses, além da ampliação da faixa etária.

Para as crianças até 5 anos incompletos, as mudanças ocorrem no tipo e intervalos de aplicação das doses de quatro vacinas: a de poliomielite, a vacina pneumocócica 10 valente, a vacina contra hepatite A e a meningocócica C. A imunização contra o HPV (papilomavírus) passa a ser aplicada em duas doses - antes eram três - para meninas de 9 a 13 anos.

Já a vacina contra hepatite B passa a incluir pessoas acima de 50 anos e idosos. A expectativa é que ela seja ofertada para o novo grupo ainda este semestre. Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que poderá ser tomado até os 4 anos.

A imunização contra a poliomielite, aplicada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema - aos dois, quatro e seis meses de vida - com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável.

Já a dose oral poliomielite (VOP) continua sendo feita como reforço aos 15 meses, 4 anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de 1 a 4 anos. Também houve mudança na vacina meningocócica C, que protege contra meningite C.

O reforço, que antes era aplicado aos 15 meses, passa a ser preferencialmente aos 12 meses, mas pode ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam aos 3 e 5 meses.

País tem alta de dengue antes do verão e 2015 teve 1,58 milhão de casos

Após registrar queda significativa em agosto, o número de casos de dengue voltou a subir. O aumento foi identificado em todas as regiões do País e aponta também para o crescimento da população de Aedes aegypti em todo o território nacional - um indicativo de que os riscos para as outras doenças transmitidas pelo vetor, zika e chikungunya, também são altos. Até a primeira semana de dezembro, haviam sido notificadas 1.587.080 infecções por dengue, 123.304 a mais do que o verificado até a última semana de setembro.

Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o maior avanço da epidemia foi registrado no Centro-Oeste, onde a incidência dobrou entre outubro e novembro e saltou de 21 para 45 casos por 100 mil habitantes. No Sudeste, o comportamento foi semelhante: passou de 10,7 para 19,2 por 100 mil habitantes. No Nordeste, o aumento foi menos expressivo, de 18,6 para 23,8, mas a marca põe a região na segunda posição de incidência de dengue.

As mortes também não deram trégua. Mais cem casos foram contabilizados entre a última semana de setembro e a primeira de dezembro. Pelos dados reunidos até agora, 2015 teve pelo menos 839 óbitos provocados pela doença, o maior número registrado na história desde que o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, voltou ao País, em 1982. Em 2013, que apresenta a segunda maior marca, foram 674 mortes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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