Estado vai entregar remédios para São José

Após um impasse, com direito à medicamentos ficarem em uma calçada em frente ao NAF (Núcleo de Apoio Farmacêutico), a Prefeitura de São José dos Campos e o Governo do Estado de São Paulo firmaram uma parceria nesta quarta-feira (13), para o armazenamento e distribuição de medicamentos de alto custo.

Desde o início de dezembro passado, a Secretaria de Saúde de São José informou que não faria mais o repasse de medicamentos que recebe do Estado para pacientes. Segundo a pasta, o governo estadual atrasou o fornecimento de alguns remédios, o que gerou conflitos entre pacientes, prefeitura e servidores municipais.

Na última sexta-feira (8), por exemplo, o próprio secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, juntamente com uma equipe da pasta, levaram os medicamentos restantes do Estado, ao NAF, órgão ligado ao governo estadual, que fica no Parque da Cidade. Na ocasião, funcionários do Estado informaram que não poderiam receber os remédios, que acabaram ficando por cerca de 25 minutos em uma calçada.

Com a ação, um reunião foi agendada para esta quarta-feira (13), quando um acordo foi selado entre os governos municipal e estadual. A Prefeitura ofereceu um prédio que fica na região central de São José, para que o Estado faça a distribuição dos remédios sob responsabilidade do governo estadual.

Segundo a prefeitura, o projeto de lei que autoriza a cessão do prédio ao governo estadual será encaminhado à Câmara. O objetivo é que seja apreciado já na primeira sessão do ano, marcada para o dia 4 de fevereiro.

De acordo com a secretaria, a previsão é de que no fim de março o Governo do Estado esteja realizando a distribuição dos medicamentos no novo local. 

CFM publica regras para cirurgia bariátrica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no Diário Oficial da União (DOU) resolução com mudanças nas regras para tratamento da obesidade mórbida por meio da cirurgia bariátrica. O novo texto indica o procedimento para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 35kg/m?, e não mais acima de 40kg/m?, e para pacientes com IMC maior que 35kg/m? que também sejam portadores de comorbidades, doenças agravadas pelo sobrepeso e que melhoram quando a obesidade é tratada de forma eficaz.

A nova resolução do CFM aponta 21 doenças associadas à obesidade que podem levar a uma indicação da cirurgia, dentre elas depressão, disfunção erétil, hérnias discais, asma grave não controlada, diabetes, hipertensão, ovários policísticos.

As regras alteram o anexo da Resolução CFM 1.942/2010, que trazia como indicações para a cirurgia IMC acima de 40kg/m? ou IMC acima de 35kg/m?, desde que portadores de comorbidades "tais como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, osteo-artrites e outras". A resolução publicada hoje amplia o rol dessas doenças.

O texto também faz mudanças relacionadas à idade mínima para a cirurgia. De modo geral, o procedimento é voltado para maiores de 18 anos. Antes, jovens entre 16 e 18 poderiam fazer a cirurgia, caso o risco-benefício fosse bem analisado. Agora, de acordo com o CFM, além dessa análise e outras regras anteriores, devem ser observadas novas exigências, como a presença de um pediatra na equipe multiprofissional e a consolidação das cartilagens das epífises de crescimento dos punhos.

Para menores de 16 anos, a bariátrica só será permitida em caráter experimental e dentro dos protocolos do sistema Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/Conep). Pacientes com mais de 65 anos poderão fazer a cirurgia desde que respeitadas as condições gerais descritas na resolução e após avaliação do risco-benefício. As informações são da Agência Estado.

Zika vírus pode ter chegado ao Brasil na Copa

Transmitido também pelo Aedes aegypti, pode-se dizer que o Zika é um vírus “primo” da dengue, mas com consequências menores. Febre, dores no corpo e náuseas são alguns dos sintomas apresentados por esse vírus e os médicos têm dificuldade em diferenciá-lo da dengue ou do chikungunya. Hoje, porém, sabe-se que o zika vírus pode ter uma consequência grave em gestantes, por causar microcefalia no bebê.

segundo especialistas, uma das hipóteses é que a zika tenha chegado ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

A zika se manifesta com uma febre mais baixa do que a dengue, mas em muitos casos, além da dor no corpo comum, causa conjuntivite e irritação na pele. No entanto, ela não causa queda de plaquetas como na dengue, portanto não há risco de hemorragias.

Em tese, o paciente que contrair a zika poderia ser tratado com medicamentos comuns que são proibidos nos casos de dengue, como o caso do ácido acetilsalicílico (AAS). Os médicos, no entanto, não permitem, já que o exame que detecta qual tipo de vírus contaminou o doente só fica pronto em 12 dias, e até esse resultado sair não é possível saber se é dengue, chikungunya ou zika. Se o enfermo usar o AAS e não for zika, e sim dengue, o risco de complicações é muito alto, já que o remédio pode causar sangramentos. Logo, o AAS continua proibido em todos os casos. Os laboratórios comuns, no entanto, não têm infraestrutura para detectar a zika.

A zika foi relatada pela primeira vez na África, na floresta Zika, em Uganda - daí o nome. Os macacos rhesus estavam infectados. As informações são do Último Segundo.

 

 

Chikungunya avança 34% e já são 17.131 infecções

A previsão de que o País enfrentaria neste ano uma tríplice epidemia está aos poucos se confirmando. Além de um aumento expressivo (e antecipado) de casos de dengue, o Brasil registra uma expansão importante das notificações de chikungunya. No último boletim nacional, foram 17.131 infecções, 34% a mais do que o apontado até a última semana de setembro. A doença também se espalhou. No período de dez semanas, o número de cidades afetadas subiu de 37 para 62.

Somente em Pernambuco, já foram identificados 2 mil casos. O Estado é um exemplo da rapidez na expansão do vírus. Na última semana de setembro, apenas três cidades pernambucanas conviviam com casos de chikungunya, doença transmitida pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti. Em dezembro, esse número já havia saltado para 14. 

Em 2014, quando chegou ao País, a chikungunya foi identificada em 3.657 pessoas, residentes em oito cidades. Agora, os casos estão espalhados por Amazonas, Amapá, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Calendário de vacinação no SUS terá mudanças neste ano

O Calendário Nacional de Vacinação, adotado na rede pública de saúde, terá mudanças este ano. As alterações abrangem seis vacinas já ofertadas no SUS, mas que passam a ter novas recomendações de intervalo entre a aplicação das doses, além da ampliação da faixa etária.

Para as crianças até 5 anos incompletos, as mudanças ocorrem no tipo e intervalos de aplicação das doses de quatro vacinas: a de poliomielite, a vacina pneumocócica 10 valente, a vacina contra hepatite A e a meningocócica C. A imunização contra o HPV (papilomavírus) passa a ser aplicada em duas doses - antes eram três - para meninas de 9 a 13 anos.

Já a vacina contra hepatite B passa a incluir pessoas acima de 50 anos e idosos. A expectativa é que ela seja ofertada para o novo grupo ainda este semestre. Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que poderá ser tomado até os 4 anos.

A imunização contra a poliomielite, aplicada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema - aos dois, quatro e seis meses de vida - com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável.

Já a dose oral poliomielite (VOP) continua sendo feita como reforço aos 15 meses, 4 anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de 1 a 4 anos. Também houve mudança na vacina meningocócica C, que protege contra meningite C.

O reforço, que antes era aplicado aos 15 meses, passa a ser preferencialmente aos 12 meses, mas pode ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam aos 3 e 5 meses.

País tem alta de dengue antes do verão e 2015 teve 1,58 milhão de casos

Após registrar queda significativa em agosto, o número de casos de dengue voltou a subir. O aumento foi identificado em todas as regiões do País e aponta também para o crescimento da população de Aedes aegypti em todo o território nacional - um indicativo de que os riscos para as outras doenças transmitidas pelo vetor, zika e chikungunya, também são altos. Até a primeira semana de dezembro, haviam sido notificadas 1.587.080 infecções por dengue, 123.304 a mais do que o verificado até a última semana de setembro.

Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o maior avanço da epidemia foi registrado no Centro-Oeste, onde a incidência dobrou entre outubro e novembro e saltou de 21 para 45 casos por 100 mil habitantes. No Sudeste, o comportamento foi semelhante: passou de 10,7 para 19,2 por 100 mil habitantes. No Nordeste, o aumento foi menos expressivo, de 18,6 para 23,8, mas a marca põe a região na segunda posição de incidência de dengue.

As mortes também não deram trégua. Mais cem casos foram contabilizados entre a última semana de setembro e a primeira de dezembro. Pelos dados reunidos até agora, 2015 teve pelo menos 839 óbitos provocados pela doença, o maior número registrado na história desde que o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, voltou ao País, em 1982. Em 2013, que apresenta a segunda maior marca, foram 674 mortes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Morte por câncer de pele cresce 55% em 10 anos

Tão frequente no verão brasileiro, a busca pelo bronzeado pode esconder uma estatística preocupante: em dez anos, o número de mortes por câncer de pele cresceu 55% no País, segundo levantamento feito pela reportagem com base em dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Embora tenha as maiores chances de cura se descoberto precocemente, o tumor de pele matou 3.316 brasileiros somente em 2013, último dado disponível, média de uma morte a cada três horas. Dez anos antes, em 2003, foram 2.140 óbitos.

Segundo especialistas, o envelhecimento da população, o descuido com a pele durante a exposição solar e a melhoria nos sistemas de notificação da doença são as principais causas do aumento do número de vítimas desse tipo de câncer.

Não foi somente em números absolutos que a mortalidade por câncer de pele cresceu. Entre os homens, a taxa de óbitos por 100 mil habitantes passou de 1,52 para 2,24 entre 2003 e 2013. Entre as mulheres, o índice cresceu de 0,96 para 1,29 por 100 mil no mesmo período.

Tipos

O câncer de pele é dividido em dois principais tipos. Mais agressivo e letal, o melanoma surge, geralmente, a partir de uma pinta escura. Já os não melanomas, divididos em carcinoma basocelular e espinocelular, costumam aparecer sob a forma de lesões que não cicatrizam.

O melanoma é o que rende mais preocupação porque tem mais chances de provocar metástase. Ele é responsável por apenas 5% dos casos de câncer de pele, mas corresponde por 46% das mortes.

As estatísticas do instituto mostram que idosos, homens e moradores da Região Sul do País são as principais vítimas do câncer de pele. Do total de mortes em 2013, 57% eram homens e 72% tinham mais de 60 anos. No Sul, a taxa de mortalidade no ano retrasado foi quase o dobro da registrada no País.

Detecção

Segundo os especialistas, mesmo o melanoma tem mais de 90% de chance de cura quando diagnosticado precocemente. A engenheira química Ivana Tacchi, de 52 anos, é um exemplo de que a busca por um especialista rapidamente pode ser crucial. No ano passado, ela retirou três melanomas em estágios iniciais e está curada.

Segundo especialistas, o câncer de pele pode aparecer tanto pela exposição acumulada durante toda a vida quanto por episódios de queimaduras. Por isso é importante usar o protetor solar todos os dias.

O tratamento mais recomendado para a maior parte dos cânceres de pele é a remoção cirúrgica do tumor. Para alguns tipos de tumores em regiões como o rosto, cuja remoção provocaria danos estéticos, um tratamento inovador tem se mostrado eficaz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Número de casos de microcefalia sobe e já passa de 2,9 mil

O número de casos de microcefalia subiu de 2.782 para 2.975 em uma semana. Boletim divulgado na tarde desta terça-feira, 29, pelo Ministério da Saúde mostra ter ocorrido também um aumento dos municípios com notificações de nascimentos de bebês com a má-formação. Agora, 656 cidades apresentam casos, ante 618 na semana passada. O número de óbitos não foi alterado: 40 até o momento.

O aumento nesta última semana foi o menor, em termos porcentuais, desde que boletins sobre a doença começaram a ser apresentados. Para epidemiologistas, no entanto, os números apresentados esta semana estão longe de indicar uma folga na epidemia. "O País registrou quase 3 mil casos de setembro para cá, a maior parte no Nordeste. É esperado um aumento de casos no Sudeste, no Centro-Oeste", pondera o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Rivaldo Cunha.

Das 20 unidades da federação com casos suspeitos, três apresentaram uma redução do número de casos. Em Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso, casos que estavam em investigação foram descartados, daí a queda dos números. Em oito Estados, houve aumento de casos.

Os maiores indicadores estão em Pernambuco: 1.153, o equivalente a 38,76% dos casos em todo o País. Em seguida, vem a Paraíba (com 476), Bahia (com 271), Rio Grande do Norte (com 154), Sergipe (com 146), Ceará (134), Alagoas (129), Maranhão (94) e Piauí (51).

A epidemia de nascimentos de bebês com microcefalia no País está associada à zika, doença provocada por um vírus transmitido pelo mesmo vetor que a dengue, o Aedes aegypti. Pesquisadores identificaram em dois fetos com a má-formação a presença do vírus. O número de casos de microcefalia (que em 90% dos casos leva à deficiência mental, problemas auditivos e de visão) explodiu a partir de setembro, quando gestantes que tiveram a doença no primeiro trimestre começaram a dar à luz. As informações são da Agência Estado.

Testes de vacina contra dengue levarão pelo menos um ano no instituto Butantã

Existem dúvidas sobre como a aprovação da vacina contra a dengue desenvolvida pela Sanofi Aventis afetará o desenvolvimento da vacina contra a doença do Instituto Butantã. O problema é que o desenho aprovado em São Paulo previa que um grupo dos voluntários nos testes usaria placebo, uma substância inócua. Tal estratégia é praxe quando não há alternativas mais eficazes para prevenção.

A dúvida, no entanto, é se tal desenho é ético quando há outros produtos com eficácia comprovada no mercado. Além disso, a expectativa é de que ficará mais difícil para recrutar voluntários interessados em fazer a pesquisa. Questionado, o Butantã afirmou que não haverá nenhuma mudança no planejamento.

A vacina paulista, já na última fase de testes clínicos, deverá levar pelo menos mais um ano para ser aprovada, de acordo com o diretor substituto do instituto, Marcelo De Franco. "Nosso protocolo para realização dos testes clínicos é de cinco anos. Mas o registro pode sair bem antes, dependendo da comprovação de eficácia. Com base na nossa experiência em epidemias, é bem provável que tenhamos esses resultados dentro de um ano ou um ano e meio", disse.

Segundo Franco, a fase 3 dos testes clínicos já começou e o instituto está montando a estrutura dos centros que farão a captação de 17 mil voluntários em cinco cidades. Todas as doses que serão usadas estão preparadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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